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terça-feira, 29 de novembro de 2011

desabafo, qualquer coisa

E, no meio de tantas mudanças, muitas rupturas. Algumas coisas foram encaminhadas pro novo destino, outras se perderam irremediavelmente. O que sobrou posso contar nos dedos, antes eu mal conseguia fechar as gavetas_ tão abarrotadas de coisas, pessoas, lembranças. Mas o que houve afinal, além de um processo íntimo, pessoal, intransferível? Uma mudança externa também, porque há sempre um desconforto em quem se acostuma com o nosso comportamento mais antigo. E além de lidar com o luto da morte do que éramos, ainda o estranhamento dos que não aceitam o que nos tornamos. Porque mudam os gostos, a disposição e os planos. E alguns reagem como se você os tivesse abandonado no meio de uma viagem a dois por outro continente, quando só você sabia falar a língua local mesmo que os impedisse de aprender o idioma .

E, no meio de tantas mudanças, algumas desavenças. Só porque aqueles mesmos não entendem, não entendem, não entendem, porque não querem aceitar, que tudo é tão dinâmico e que nem deve ter sido tão brusca essa mudança, mas que a coisa maturou durante um tempo em que só queriam que você se envolvesse numa história DELES, que se misturasse nas emoções DELES, que traduzisse o mais íntimo DELES. E, ao mesmo tempo, você estava amadurecendo uma mudança sua e a coisa toda doía, doía. Mas eles não perceberam. Porque a demanda sobre a vaidade deles era grande demais, importante demais, imprescindível demais pra sua poesia.

E, de repente, a minha poesia não queria falar mais sobre nada disso. Minha poesia queria ser uma carta anônima, um silêncio, uma brincadeira. Minha poesia não queria ser nada além de uma frase jogada do mais íntimo de uma iluminação sobre um determinado assunto.

Porque, no final das contas, o que escrevo nem é poesia... é prosa, é carta, é desabafo, é qualquer coisa. É um bilhete manuscrito pregado no espelho só pra desejar “Bom Dia!

Marla de Queiroz

terça-feira, 15 de novembro de 2011

sobre o amadurecimento

Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você... A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na  vida vão mudando...  A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar. Mas uma coisa parece estar sempre presente. A busca pela felicidade com o amor da sua vida. Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?"  E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele?". Como diz o meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava que era. Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente... PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo". Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses. Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva. Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite. Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua  avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria  de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e  chinelo. A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes. A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas,mas continuamos  com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa. Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... e haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco,  festinhas, boates na quinta-feira. Sem falar na diversidade que vai do Forró aos pagodes
 Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a  barriga,fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som... Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra  pessoa,você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama),e que
não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a  gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você! E eu vou acreditar nisto sinceramente... Cuidar do meu jardim...iluminar e encher de flores...sorrir...

Mario Quintana.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Amor ,

          Quatro e treze da madrugada. Não consigo dormir. Acho que tomei todo o café que tinha em casa, vi todos os filmes tristes que víamos juntos, escutei todas as músicas que foram nossas umas duas vezes e li todas as nossas cartas. Achei melhor não beber nada com álcool. Acho que me suicidaria.
            A quem sempre quisemos enganar, meu amor? Dizendo que eu e você era nós quando só eu te pertencia e você fingia que estava em meus braços. Meu amor, não sabe quantas vezes me machucou e quantas vezes me matou. Nessas indas e vindas na minha vida, nessas indecisões e todo esse conceito de bagunça resumido em você. Apenas você. Acho que já deveria ter desistido. Acho que não vale mais a pena a dor que sinto, a que senti e a que ainda vou sentir. Não vale mais a pena lutar pelo que está morto, enterrado ou talvez nunca tenha nascido. Acho que deveria parar com esses pseudo-finais esperando sempre um novo começo. Desses pensamentos resumidos em “Eu vou parar de falar com ele. Eu vou esquecer ele. Eu vou dar a volta por cima e aí ele vai me notar. Vai perceber que me ama e vamos ficar juntos.” Acho que tenho de pôr um fim nisso logo. Deixar de ser tua boneco, teu urso de pelúcia. Desses que usa quando precisa de um pouco de amor, carinho, compreensão e um abraço. Dessas que está sempre disposto a ser sua. Eu nunca quis se reserva, amor. Eu nunca quis ser como brisa, que bate no teu rosto e vai embora. Ou como as pedras que chuta, que hora dá atenção e outrora esquece e deixa pra trás. Amor, me explica, como um sentimento tão bonito, pode doer tanto? As coisas mudaram. Agora é tudo tão preto e branco, as músicas são valsas sem graça, os céus nublados e cheios de nuvem. Tudo perdeu a cor. As vezes acho que deveria ter guardado nosso amor numa caixinha, quando ainda era colorido e bonito e ir embora da sua vida levando ele comigo. Quem sabe assim você não cansasse, e qualquer dia aleatório eu te chamasse pra tomar um café, te mostrasse tudo o que éramos e te convidasse pra sentir tudo de novo. Acho que o truque era esse mesmo, amor. Quem sabe assim, as chuvas agora fossem menos frias, barulhentas e duradouras. […] Amor, eu preciso seguir minha vida. Mas como sempre, quero saber se fica bem. Acho que isso começou a ficar doentio e obcecado. Sabe, isso de te querer bem. Acho que se eu te fizesse bem, seria bem mais fácil. Eu sempre me importei demais com você, amor. Tanto que esqueci de mim. Tanto que me machuquei tantas e tantas vezes, levando o medo de desistir e não achar alguém como você depois. Tanto que já me arrisquei, tanto que já morri, tanto que já amei e tudo isso pra cuidar de você. Ou pelo menos tentar. Amor, do fundo do meu peito, espero que sinta minha falta. Espero que me esbarre. Espero que me ache. Espero que esteja na pior das piores. Assim como estou agora. Pode parecer que quero te castigar, pelo que fez comigo…Mas não. É pra provar que se eu pudesse fazer tudo de novo, eu faria. Se depois de tudo, você precisasse de colo, eu cuidaria de você. Eu te colocaria pra dormir, eu cantaria pra você, eu seguraria suas mãos, te abraçaria. Ajeitaria teu cabelo, não te deixaria beber, molharia teus lábios e faria carinho com a ponta dos dedos em tuas bochechas. Eu faria tudo de novo, amor. Mesmo sabendo que não valeria a pena. Mesmo sabendo o que aconteceria depois. Eu faria tudo de novo. […] Sabe, amor, você nunca foi meu. Eu sempre soube. Sempre. Mas só de segurar sua mão, eu sentia poder cuidar de você. Mesmo você sendo de ninguém, sendo de si mesmo ou sendo dela. Você precisava de alguém pra te cuidar. Precisava. Ah, amor…Talvez isso seja passageiro. Seja rápido. Talvez eu só precise de um corte novo no cabelo, algumas roupas novas, músicas novas. Ou talvez um pouquinho de grana, uma casa pequena num lugar frio e um alguénzinho novo pra garantir meus sorrisos de todos os dias, tomar café comigo e me ouvir falar de amor. Talvez só precise de alguém pra substituir teu lugar. Pode ser uma pessoa passageira. Que nem você fez comigo. Mas eu vou cuidar dela. Eu vou dar carinho pra essa pessoa. Amor, de fato, foi bem díficil amar pelos dois. Porque disse que me amava, amor? É medo de ficar sozinha? (…) Eu não te abandonaria não, amor. Você sempre foi meio sozinho, não é? Sempre enjaulada com esses seus segredos, pensamentos e sentimentos antigos. Meio calado. Sempre escondendo tudo o que sentia e toda a dor que te corrompia e calava com essas festas, esses amigos por conveniência e essas pessoas substitutas. Mas sempre teve as pessoas que te amavam. Não pelo que era agora. Mas pelo que era antes. Pelo que fez antes. Pelo que fazia. Mas eu não me importava não, amor. Eu amo cada detalhe seu. Passando agora pro presente. Afinal, a quem quero enganar dizendo amava, se nunca vou esquecer? Posso dizer nunca assim também, não é? Digo, você disse que era pra sempre e durou alguns meses. Meu nunca pode durar isso também. Ou não. Isso é o tempo, a vida e as vindas que decidem. Amor, você não sabe quantas vezes me machucou. Isso pode estar soando meio exagerado, revoltado e essas coisas…Meio pobre coitado. Mas você me conhece, amor. Nunca fui fraco assim. […] Amor, talvez  você só precise de um tempo. Um tempo pra organizar suas ideias, seus pensamentos, seus sentimentos. Reorganizar as pessoas, reinventar as prioridades. Limpar isso aí dentro, que pelo visto, está uma bagunça. Está enrolado, cheio de pontas e machucando quem chega perto. As vezes quem chega perto só pra cuidar. Amor, talvez você precise de um tempo. Talvez esse tempo seja o suficiente pra que eu já esteja longe. Fisicamente e sentimentalmente. Mas agora, amor, eu vou embora. E vou deixar meu coração aqui. Enterrado, pra que ninguém roube de novo. Não me grite, pois não vou voltar. Mas se quiser, pode vir comigo. Vamos embora. Juntos, separados, amigos. Tanto faz. Eu cuido de você. Ou pelo menos tento. Como sempre. Só que dessa vez sem sentir.
adaptado : Pedro Rocha.

domingo, 16 de outubro de 2011

Imagine nós dois,

“eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos. Não precisaríamos ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. E nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado de mais e a minha cama ser perfeita para nós dois. Eu teria medo do escuro, sem você. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala. Ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos a tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando chimarrão e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite, para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos, juntos, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando em letras, e você estaria no topo da carreira naquela mesma empresa. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor.”

terça-feira, 11 de outubro de 2011

eternidade

tudo passa, tudo muda !
O mundo gira, as coisas se transformam. E tenho que dizer, sorte a nossa. Imagina, se os dias não passassem... Se ao acordar aquele pesadelo não tivesse ido embora. Se ele não tivesse sumido da sua vida, se outros não tomassem aquele vazio.  Das festas perdidas, e as recuperadas também. De amores platônicos, histórias repentinas. De outras tantas que você viveu, nem que só por uma noite. E que com o tempo, você tenha mudado seu conceito de amor. De paixão, carinhos. Tivesse desfeito as histórias encantadas e construído um mundo de razão. Algumas, conseguiram ladrilhar, blindar o coração. Um muro mais espesso que o de Berlin e sem dúvidas com mais fiscalização. Tudo isso por medo de viver. Mas uma história de amor só é uma história de amor se for ao mesmo tempo para as duas pessoas. Ninguém pode viver o amor da sua vida sozinho. Nem se contiver todos os sentimentos do planeta em si mesmo. Ninguém. Não nascemos para viver só. Tá no DNA, no RNA, no que for. Tá no sangue. Não tem como não tocar o coração, escutar uma música romântica. E não ter ninguém. Mas é que a gente sofre quando tem as expectativas devastadas... Todo mundo sofre. Acho que o mais difícil é assumir nosso sofrimento com dignidade e reaprender a continuar da melhor forma que puder. Sem se desrespeitar, se humilhar ou perder o amor-próprio... Sei lá. Lembrar do passado com boas lembranças. Rir daquele cafajeste, que só te fez andar pra trás. Rir da sua blusa que ficou transparente com a chuva que caiu, rir do mundo que deu voltas e te colocou justo no mesmo elevador que a sua primeira paixão. Sabe-se lá, se o moço que escreve as histórias de todo mundo não tirou férias e por isso uma vez ou outra tudo começa a dar errado. Quem não deveria te ligar, liga. Quem deveria tomar um chá de sumiço resolve aparecer na tua frente justo nas horas inapropriadas. O mundo gira, a lua que vejo hoje pode ser a mesma de alguém lá nas ilhas Cayman, mas não será a mesma lua do mês seguinte. Coincidências que te perseguem, amores que te fazem sorrir, histórias que deveriam permanecer apenas nos livros. As nuvens brancas que te assistem lá de cima; os dias, os meses, o ano. Porque é para isto que vivemos: para descobrir a eternidade que têm as coisas perecíveis: eternidade que está em nós. 

retirado : Desejos de Menina

sábado, 1 de outubro de 2011

chame como quizer, venha.


Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias. É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios. Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para me arriscar num futuro incerto. Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados. É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos e chocolates. Apague minhas interrogações.

Caio Fernando de Abreu

terça-feira, 27 de setembro de 2011

simples verdades sobre o amor

 Trate os assuntos do coração com delicadeza. se você se apaixonar por alguém e não for correspondido, seja gentil consigo mesmo. não há nada de errado com você. O amor simplesmente escolheu deixar o outro coração.
Se, por outro lado, alguém se apaixonar por você sem que você sinta o mesmo, sinta-se honrado, mas recuse delicadamente o presente que não pode retribuir. não tire vantagem nem causa sofrimento.
A maneira como você lida com o amor é a maneira como o amor lidará com você -afinal, todo mundo sente as mesmas angustias e alegrias, ainda que nossas vidas e caminhos sejam muito diferentes.
Se a paixão for recíproca e o amor desaparecer depois de um tempo, não tente recuperá-lo ou saber de quem é a culpa. deixe-o ir embora. há uma razão e um sentido para as coisas acontecerem, mas você só compreenderá isso no momento oportuno. e é o tempo que escolhe o momento da revelação.
A verdade é que você não escolhe amar, o amor escolhe você. ele tem seu próprio ritmo, seu tempo e suas razões para ir e vir. você não pode suborná-lo, coagi-lo ou convencê-lo a ficar. se ele decidir ir embora, nada poderá ou deverá ser feito.
Por isso, aceite todos os seus mistérios quando ele entrar na sua vida. sinta seu transbordamento e devolva esse amor da melhor maneira que puder á pessoa que o enviou. dê amor também a todos ao seu redor, até mesmo aos pobres de espírito.
Alegre-se pelo fato de o amor ter decidido passar algum tempo na sua vida. e trate de deixar o coração disponível e receptivo para que ele possa voltar.


sábado, 24 de setembro de 2011

quando fui chuva

esta música tem ficado tanto na minha cabeça, desde a primeira vez que a ouvi ela nunca mais saiu de meus pensamentos, e de alguma forma sinto que sua letra encaixa-se perfeitamente em algum lugar dentro em mim.



Quando já não tinha espaço pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer acomodei
Minha dança os meus traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser tua

Quando já não procurava mais
Pude enfim, usar os teus vestidos d'água
Me atirar tranqüila daqui
Lavar os degraus, os sonhos e as calçadas

E assim no teu corpo eu fui chuva
Jeito bom de se encontrar
E assim no teu gosto eu fui chuva
Jeito bom de se deixar viver

Nada do que eu fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra a tua boca

E mesmo que em ti me perca
Nunca mais serei aquela
Que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela

Quando já não procurava mais
Pude enfim, nos olhos teus vestidos d'água
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos e as calçadas




quarta-feira, 21 de setembro de 2011

se se morre de amor.

Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n'alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!

[...]

Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d'ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!

Se tal paixão porém enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas — em puro céu d'êxtases puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;

[...]

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

sonho em preto e branco


Sinto-lhes dizer os mais aprochegados, mas mudei. Pra melhor? Não sei. Acho que, depois de muito tempo pensando, pensando e pensando, tomei um choque de realidade, uma sova de vida.

Algumas convicções que tinha perdi, outras se solidificaram ainda mais. Tive certeza que princípios é a primeira palavra do meu dicionário, e sinceridade a segunda, de que tentar fazer sempre o correto é sempre o melhor caminho, de que não importa o tempo que uma pessoa fica na sua vida e sim o que ela deixa dela em ti, que é impossível esquecer o inesquecível, descobri que tenho muito mais amigos especiais do que imaginava, e mantê-los perto é quase uma obrigação. Porém de tudo que reforcei nesses dias, aprendi uma nova lição.

Aprendi que felicidade é sim minha prioridade de vida e de que nada adianta se eu não obtê-la, e que para alcançá-la eu preciso é ter um objetivo, ter no que acreditar. Os grandes homens são aqueles que sonham e são movidos por um sentimento, mesmo que ele seja muito difícil, ou até impossível.

Retirado !

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

das coisas que se perdem


Sei o que é perder um amor quando ainda se precisa dele. Já estiquei todas as pontas dos dedos para trazê-lo de volta, não alcancei mais. Minhas aspirações davam a entender que a parte dos dias que me caberia viver não passaria de histórias que talvez nunca chegassem a se completar, nem mesmo no papel. Não tenho a oferecer nada além de um coração cortado, costurado e sem uma moldura traçada para sustentá-lo no ateliê de minhas esperanças. E não há nada que me faça deixar de sentir, mesmo tendo entregado cada folha ao barulho das tesouras. É com tristeza que vejo esvoaçar cada página de um sentimento meu. Elas pousam serenas num pisoteado chão de festa, que, apesar de ter amanhecido, não encontrou seu final. Enquanto escrevo, fico olhando nossas fotografias tentando imaginar se ainda se lembra de nós. Toco o seu rosto com as mãos e o baú se fecha, guardando-nos num momento que não é mais o nosso. Fomos deixados sobre um tempo em que tudo enferruja, a começar pelos sonhos e a terminar pelo coração. Apenas minha caneta nos memoriza. Recordarei algum dia, o amor que vivemos. Talvez com outra caneta, que não a dessa história que já não nos pertence. Quero me lembrar de quem eu teria sido se tivesse ficado com você. E vou rabiscá-lo neste papel até que a tinta seque e nossas cores não se misturem mais.

Pipa.

sábado, 3 de setembro de 2011

triste imperfeição


Sou a garota certa da época errada. Penso na verdade como totalidade de um ser, e não como parte dele.

Um grade defeito: Ingenuidade, talvez inocência. Apesar das minhas palavras com total firmaza, tenho fé na voracidade dos outros e respeito muito a decisão de cada um. O problema é que eu acabo por acreditar, msmo não sendo verdade. Não sou de todo errada, até certa demais. Crente que a verdade ainda reside no coração humano.

Acho estranho as atitudes humanas - para mim, grande parte dessas deveria ser abolida. Não mais reside o amor, e sim a devassidão, o erotismo, a maldade e o desrespeito.

Saudade tenho eu, de um tempo qu jamais conheci, mas que reside em minha mente e coração - uma época em que o respeito era valorizado, as pessoas se respeitavam e acreditavam no amor e na pureza carnal e espiritual.

Pobre de mim, que não amadureci para viver numa época de loucos, alucinados, com fome de tudo que é da carne e não mais do espírito.
Talvez a carência do amor verdadeiro tenha me feito um pouco mais triste do que eu pareço ou mesmo sou. Mas apesar de tudo, não trocaria jamais minhas pobres convicções por uma vida desregrada e sem valores.

retirado : Desejos de menina

domingo, 28 de agosto de 2011

o meu eu.

De uma hora pra outra as coisas acontecem: surgem aspirantes à escritores, futuras mamães, dominadores do mundo. Pra mim, surgem cada vez mais pessoas vazias. Gente que não sabe o que quer da vida, e acabam guiando-se por impulsos de vontades alheias, e acabam assim se desviando do seu caminho. Popularmente, fazendo a maior cagada da sua vida.
Nunca fui de olhar pro jardim do vizinho e me empenhar em cuidar do meu. Sempre cuidei do meu para que outros se espelhem nele. Pode parecer egoísmo, mas eu prefiro assim. Não gosto de gente com senso em comum, gente sem argumento. Se não gostas de mim, me dê argumentos plausíveis para tal negação. Caso contrário não provarás que tens capacidade de pensar.
Posso ser radical, mas no fim dessa crônica, sei que muitos concordarão com minhas palavras. Participava de uma brincadeira de infância, no qual a pessoa fazia um questionamento besta e nunca a resposta satisfazia. Sou dessas, quanto mais tentas se explicar, menos vai conseguir minha satisfação. Quanto mais tentar me impressionar, menos vai conseguir tal título.
Desacredito de pessoas extravagantes demais, falam alto demais, ri alto demais. Nunca precisei contar alto minhas histórias para me certificar que elas realmente aconteceram. Só de saber que elas de fato aconteceram pra mim tá tudo bem. Os outros são os outros, a opnião deles vem apenas em último caso.
Aprendi com minha mãe, a nunca seguir moda. Desde pequena, nunca gostei de comprar aquelas sandalhinhas da Xuxa, da Mônica. Eu saia na rua e todas as minhas coleguinhas tinham uma igual, qual era a graça de tê-las? Por fim, sempre pensei diferente. Quando me dei por gente, descobri que geralmente quem pensava assim, destacava-se no mundo. Se ao chegar no fim dessa crônica, você não se identificar com minhas palavras, irei achar normal. Até porquê não és o primeiro, nem o segundo.
Em um mundo onde tudo é colorido, optei pelo preto-e-branco.

retirado : Desejos de Menina

sexta-feira, 22 de julho de 2011

apenas deixe ir.

Acontece assim: O batom preferido cai na beirada da cama. O sapato perfeito, aquele, de camurça vermelha, bem Prada.. Quebrou naquele encontro perfeito. O tubinho azul-escuro que cai super bem naquelas festas de última hora, não passou da sua cintura. O pneu furou, o óleo que precisava ser trocado, a conta do celular que esquecestes de pagar. E aí que é desse jeito, nem sempre as coisas acontecem na hora, com quem, quando a gente espera. Requer muita paciência, preparo psicológico pra agüentar as surpresas que a vida te apronta.

“Não foi, não era pra ser e fica pra próxima”. Quantas vezes já deixei de sair pra aquela noite das amigas dando essa senhora desculpa? Quantas vezes evitei dar meu numero pra aquele desconhecido com medo de ser um estranho qualquer e depois você para pra pensar: “ué, poderia, quem sabe ser o amor da minha vida.”

E aí a culpa é dos santos. De Deus, de Sto. Antonio de Pádua, de São Longuinho, do coitado do São Pedro que só tem a função de receber reclamações nos domingos de chuva. Parece meio óbvio, reclamarmos das ditas pedras no caminho, mas quando o ‘’destino’’ nos joga situações inesperadas simplesmente não sabemos como lidar. Ao invés de “Porque isso está acontecendo comigo”, porque não um “O que devo doar de mim, para que isso seja resolvido?”, até um “Esse é um sinal para seguir pelo outro caminho” “Devo agir dessa forma”. Pense por outro lado: Se o tubinho não serviu, é porque certamente existiam melhores para tal situação. O batom que cismou em se esconder, não deveria estar apropriado para a noite; entre as outras tantas que não aconteceram, percebe-se que sempre houve um motivo para tal. E atire a primeira pedra quem discordar.

Às vezes, é tudo apenas uma oportunidade pra te preparar pra uma coisa MUITO melhor que vem aí pela frente. O namorado que te largou, a faculdade que não deu certo, o empréstimo do banco que no fim das contas nem saiu. Tudo, absolutamente tudo tem um motivo. Não questione. Não lamente. Siga em frente e aceite o que foi colocado no seu caminho. O que ficou pra trás, morreu lá. O que não deu certo, teve motivos pra não ter permanecido na sua vida. Se morreu no passado, não mereceu participar do seu presente. Muito menos do seu futuro. E lide com a caneta e o papel que a vida te deu de presente. Vá construir sua história com o que há dentro.

Me peguei pensando dessa forma, quando nesses últimos dias, meu HD foi completamente deletado. Por sorte, um amigo havia feito um backup, em março. Metade foi salvo, e outra metade ficaram só nas lembranças. Perdi resenhas, lindos textos que comecei e não terminei, fotos, muitas muitas fotos, vídeos, lembranças. Tanta coisa que deixei ir Mas e daí? Chorei, morri? Não. Sou capaz de refazer tudo, de escrever os mesmos textos. Infelizmente as fotos, jamais conseguirei tira-las novamente. Mas só de ter tais situações na minha memória já é um grande consolo. E o que eu levo disso tudo? O que eu repito pra mim mesma, sempre que necessário:

“Às vezes precisamos fazer uma limpeza. Limpar o armário, a casa, a mente. Liberta-se de coisas velhas, inúteis, que não me acrescentam nada, e só me ocupa espaço. Quando me livro delas, coisas novas chegam. Dou espaço para as boas novas e quase sempre nem percebo.”

Então se a vida te jogou algo de uma enorme responsabilidade, confie. Você é capaz. Se aquele relacionamento não deu certo, parte pra outra. A vida é tão, bela, tão magnífica, e tão breve. Pra que abaixar a cabeça? Aproveite do passado os ensinamentos, as lições e parte pra outra. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, e se cair; pense pelo lado positivo: pelo menos sabes que reerguer-se é bem mais divertido que a derrota.


desejos de menina.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

talvez.

Talvez eu venha a envelhecer rápido demais.Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.
Talvez eu sofra inúmeras desilusões no decorrer de minha vida.Mas farei que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrei.
Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais.Mas jamais irei me considerar um derrotado.
Talvez em algum instante eu sofra uma terrível queda.Mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão.
Talvez um dia o sol deixe de brilhar.Mas então irei me banhar na chuva.
Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.Mas jamais irei assumir o papel de vítima.
Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos.Mas terei humildade para aceitar as mãos que se estenderão em minha direção.
Talvez numa dessas noites frias, eu derrame muitas lágrimas.Mas não terei vergonha por esse gesto.
Talvez eu seja enganado inúmeras vezes.Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar alguém merece a minha confiança.
Talvez com o tempo eu perceba que cometi grandes erros.Mas não desistirei de continuar trilhando meu caminho.
Talvez com o decorrer dos anos eu perca grandes amizades.Mas irei aprender que aqueles que realmente são meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.
Talvez algumas pessoas queiram o meu mal.Mas irei continuar plantando a semente da fraternidade por onde passar.
Talvez eu fique triste ao concluir que não consigo seguir o ritmo da música.Mas então, farei que a música siga o compasso dos meus passos.
Talvez eu nunca consiga enxergar um arco-íris.Mas aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro do meu coração.
Talvez hoje eu me sinta fraco.Mas amanhã irei recomeçar, nem que seja de uma maneira diferente.
Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias.Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados em minha alma.
Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber a letra daquela música.Mas ficarei feliz com as outras capacidades que possuo.
Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações.Mas não deixarei de me alegrar com as pequenas conquistas.
Talvez a vontade de abandonar tudo torne-se a minha companheira.Mas ao invés de fugir, irei correr atrás do que almejo.
Talvez eu não seja exatamente quem gostaria de ser.Mas passarei a admirar quem sou.Porque no final saberei que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construir uma vida melhor.
E se ainda não me convenci disso, é porque como diz aquele ditado: “ainda não chegou o fim”Porque no final não haverá nenhum “talvez” e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia.

(Aristóteles)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

nem regra, nem manual

Não gosto de ler manual. Nunca entendi as regras do jogo. Quero tudo assim, na prática. Na queima-roupa. Eu gosto assim: se não for pra me jogar de cabeça prefiro ficar estática. Se não for 8, nunca será 80; e se depender de mim, vai acontecer. Cansei de ouvir regras, de ler manuais - ou fazer parte de um - de deixar de vestir um vestido curto com medo do que irão rotular. De colocar a camisa-vestido do meu pai, e sair na rua como se usasse uma tomara-que-caia. Já fui de me importar mais, viver menos e hoje sou assim. São só reflexos solares de um passado duvidoso, um dúvida que me persegue até esses dias, mas hoje não me importa tanto assim. Ás vezes tem lá suas consequências, mas o que seria da vida sem os erros e os acertos?
Quero pular de bung-jump, sentir o vento passar pelo meu cabelo; quero ir à Fortaleza só pra me jogar do insano com toda a insanidade que há em mim. Quero ir ao sul e assistir um pôr-do-sol nas serras gaúchas apreciando um chimarrão, que tantos dizem ter gosto de mato. Quero conhecer o Acre e provar que ele existe, mesmo que pra mim, lá no fundo eu sustente essa dúvida. O que seria da vida se você deixasse seus medos tomarem conta de sí?
"Espere ele ligar primeiro" "Não retorne a ligação" "Se ele estiver interessado, que ligue". Não, definitivamente isso não faz parte de mim. Eu gosto do que dá-na-telha, do que fazem meus olhos brilharem e do me arranca um sorriso com facilidade. Gosto de atirar na lata, se ela cair, caiu. Se não, atiro na outra e um dia uma terá que cair. Regras não me fazem, não me acompanham. Não abaixo minha voz quando tenho razão, muito menos deixo de gargalhar quando o momento pedir silêncio. Não faz parte de mim.
Eu tenho lá as minhas crenças, meus medos e minha virtudes. Mas sei controlá-los dentro de mim. Aprendi a dizer não, e dizer sim quando tenho vontade, não porque devo fazer desse jeito. Não precisei me jogar de uma ponte nem ir à um parque aquático pra ser assim. Nasceu em mim. Vai morrer em mim. Se eu tiver que beijar eu beijo, se eu tiver que ligar no dia seguinte eu ligo. E nem pense você que seja feminismo meu. Eu deixei meus medos irem, e dei asas a mim mesma. Pra voar e conhecer o mundo. E com certeza delas, eu não precisei ler o manual.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

sobre a beleza.

" bom, se eu for falar da beleza dela, terei que dar a volta ao planeta pra tentar achar algo que a defina, buscar um bem material da natureza que traduza a beleza dela, tentar navegar nos mares nem que for nadando pra tentar perguntar pras zilhões de gotas e saber de cada uma o significado do termo beleza, ai junto todas as opinões e tento dizer a ela em uma só palavra...
...mas acho que uma volta ao mundo nao seria o sufuciente, teria que viajar perto das estrelas e observar bem de perto o brilho delas e poder comparar com o seu sorriso que ainda sim juntando mil estrelas nao seria mais forte e mais intenso , quem dirá conquistador e dominador como é o dela! "

terça-feira, 21 de junho de 2011

apesar de.

uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso.

Clarice Lispector


sábado, 18 de junho de 2011

"Há poucas coisas mais tristes na vida do que ver alguém ir embora depois que deixou você. Ver a distância entre seus corpos aumentar, até que não haja mais nada…
Exceto um espaço vazio e o silêncio."

(Alguém Como Você)

sobre o amor.

"Comprovei que, quase tudo o que já foi escrito sobre o amor... é verdadeiro. Shakespeare disse: as viagens terminam com o encontro dos apaixonados. Que idéia mais extraordinária! Pessoalmente, nunca experimentei nada, ou algo parecido. Mas estou convencida de que Shakespeare, tenha. Suponho que penso no amor mais do que deveria. Admira-me constantemente seu poder esmagador de alterar e definir nossas vidas. Também foi Shakespeare quem disse que o amor é cego. Pois bem, estou segura de que isso é verdade. Para algumas pessoas, de forma Inexplicável o amor se apaga. Para outras, o amor singelamente se vai. Mas é claro, o amor também pode existir, mesmo que só por uma noite. No entanto, existe outra classe de amor mais cruel. Aquele que, praticamente mata suas vítimas. Chama-se "amor não correspondido" e nesse tipo... sou experiente. A maioria das histórias de amor falam de pessoas que se apaixonam entre si. Mas o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aquelas que nos apaixonamos? Somos vítimas de uma aventura unilateral. Somos os amaldiçoados dos seres queridos. Os seres não queridos. Os feridos que se valem por si mesmos. Os incapacitados sem estacionamento reservado."

(O Amor não tira Férias)
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